09 de agosto de 2012, às 09h20min
Caern monta Estação Piloto para realizar pesquisas e testes sobre tratamento de água em Extremoz
Ampliar e disseminar conhecimentos a respeito dos processos de tratamento de água quanto a poluentes emergentes, subprodutos da desinfecção e cianobactérias é o foco de pesquisa a ser realizada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Extremoz.
Até meados de setembro, a empresa estadual de saneamento deve concluir a montagem de uma instalação piloto de dupla filtração. Essa estrutura vai permitir o estudo de subprodutos gerados pela reação de materiais orgânicos e outras substâncias com o cloro usado no tratamento do líquido que chega bruto à estação e de cianotoxinas produzidas por algas. Experiências deste tipo, utilizando instalações em escala piloto, ainda são escassas no país.
“Na região Nordeste são poucas as iniciativas científicas similares e trabalhos nesta área são adaptados para a realidade de cada estação de tratamento”, chama à atenção o engenheiro e pesquisador da Caern, Marco Calazans, doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela pesquisa. “Os resultados da pesquisa poderão ser aplicados ou servir de referência para projetos e reformas de outras estações de tratamento com mananciais que possuam caraterísticas semelhantes”, acrescenta o engenheiro.
Quando as pesquisas forem iniciadas após a conclusão da unidade, serão efetuadas aferições sobre taxa de filtração, tipo e dosagem de produtos químicos e sequência de processos de tratamento de água. Os equipamentos utilizados nesta instalação derivam de unidade semelhante instalada, anteriormente, na Estação de Tratamento de Água (ETA) no açude Gargalheiras, em Acari, na qual a empresa investiu R$ 200 mil. Na estrutura atual em Extremoz, deverão ser aplicados mais R$ 20 mil.
Estudos
Segundo Calazans com a iniciativa, a Caern se antecipa a produzir dados e estudos que possam preparar a Companhia para eventual adição de novos parâmetros aos já existentes quanto o assunto é a análise de potabilidade da água. Os exames mais complexos deverão ser realizados em laboratórios equipados com máquinas mais sofisticadas para este fim. “Precisaremos de pelo menos um ano de estudos”, antecipa o pesquisador da empresa. A pesquisa poderá indicar a necessidade de ensaios, avaliando a presença de poluentes emergentes como antibióticos, hormônios e substâncias derivadas de cosméticos na água, cada vez mais lançadas por indivíduos e indústrias nos mananciais que abastecem à população.
Este prazo compreende períodos hidrológicos com épocas de chuvas e de estiagem. Há um campo fértil para a participação de professores e acadêmicos de cursos superiores como os das engenharias química, civil, ambiental e elétrica; biologia, química e tecnologia ambiental e no âmbito de nível médio, o de controle ambiental. Outras áreas que envolvem este trabalho científico são as de hidráulica, automação e a laboratorial.
Marco Calazans informa que as instituições de ensino, docentes e acadêmicos do Rio Grande do Norte e de outros estados podem manter contato pelo e-mail marcocalazans@caern.com.br ou por intermédio do telefone (84) 3232-4112, das 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30.
Até meados de setembro, a empresa estadual de saneamento deve concluir a montagem de uma instalação piloto de dupla filtração. Essa estrutura vai permitir o estudo de subprodutos gerados pela reação de materiais orgânicos e outras substâncias com o cloro usado no tratamento do líquido que chega bruto à estação e de cianotoxinas produzidas por algas. Experiências deste tipo, utilizando instalações em escala piloto, ainda são escassas no país.
“Na região Nordeste são poucas as iniciativas científicas similares e trabalhos nesta área são adaptados para a realidade de cada estação de tratamento”, chama à atenção o engenheiro e pesquisador da Caern, Marco Calazans, doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela pesquisa. “Os resultados da pesquisa poderão ser aplicados ou servir de referência para projetos e reformas de outras estações de tratamento com mananciais que possuam caraterísticas semelhantes”, acrescenta o engenheiro.
Quando as pesquisas forem iniciadas após a conclusão da unidade, serão efetuadas aferições sobre taxa de filtração, tipo e dosagem de produtos químicos e sequência de processos de tratamento de água. Os equipamentos utilizados nesta instalação derivam de unidade semelhante instalada, anteriormente, na Estação de Tratamento de Água (ETA) no açude Gargalheiras, em Acari, na qual a empresa investiu R$ 200 mil. Na estrutura atual em Extremoz, deverão ser aplicados mais R$ 20 mil.
Estudos
Segundo Calazans com a iniciativa, a Caern se antecipa a produzir dados e estudos que possam preparar a Companhia para eventual adição de novos parâmetros aos já existentes quanto o assunto é a análise de potabilidade da água. Os exames mais complexos deverão ser realizados em laboratórios equipados com máquinas mais sofisticadas para este fim. “Precisaremos de pelo menos um ano de estudos”, antecipa o pesquisador da empresa. A pesquisa poderá indicar a necessidade de ensaios, avaliando a presença de poluentes emergentes como antibióticos, hormônios e substâncias derivadas de cosméticos na água, cada vez mais lançadas por indivíduos e indústrias nos mananciais que abastecem à população.
Este prazo compreende períodos hidrológicos com épocas de chuvas e de estiagem. Há um campo fértil para a participação de professores e acadêmicos de cursos superiores como os das engenharias química, civil, ambiental e elétrica; biologia, química e tecnologia ambiental e no âmbito de nível médio, o de controle ambiental. Outras áreas que envolvem este trabalho científico são as de hidráulica, automação e a laboratorial.
Marco Calazans informa que as instituições de ensino, docentes e acadêmicos do Rio Grande do Norte e de outros estados podem manter contato pelo e-mail marcocalazans@caern.com.br ou por intermédio do telefone (84) 3232-4112, das 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30.
| Assuntos | Caern, Estação Piloto, Extremoz |
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