19 de junho de 2012, às 06h02min
Projetos de ressocialização trazem esperança para apenados de Alcaçuz
A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) continua investindo em programas de ressocilaização de presos. Um desses programas é o “Reciclar e Renascer – Ressocializando pelo Trabalho”, que remanufatura cartuchos. Instalada em 2009, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, o projeto é mantido hoje com recursos da própria Sejuc.
A Fábrica de Cartuchos possui atualmente três detentos, contudo, mais de dez presos já passaram pelo programa. No local, são reciclados cartuchos e toners, além do conserto dos que chegam à Fábrica com defeitos. Por dia, até duzentos cartuchos são preenchidos.
O projeto é coordenador por Jonas Ponciano, que enfatiza a importância deste trabalho para os apenados. “Para trabalhar na fábrica o preso precisa ter bom comportamento, mas depois que eles começam a produzir notamos outro tipo de mudança no comportamento. A nova ocupação faz com que eles se sintam úteis, colaborando de alguma forma com a sociedade, melhorando assim sua auto-estima”, destaca Ponciano.
Procon Estadual, Centrais do Cidadão, Sistema Penitenciário, Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária (Seara), Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Defensoria Pública são beneficiados com os cartuchos e toners produzidos em Alcaçuz.
Pintando a liberdade
Outro programa desenvolvido em Alcaçuz é o Pintado a liberdade. Uma iniciativa da Sejuc, em parceria com o Ministério do Esporte, o programa tem por objetivo usar mão-de-obra de detentos do regime fechado na confecção de material esportivo, como bolas de futebol de campo e salão, basquete, handebol e vôlei. O projeto foi implantado em 1999.
As bolas produzidas nas penitenciárias, vinculadas ao programa, são distribuídas em órgãos públicos como creches, escolas, ONGs e comunidades. Para receber o material esportivo, a instituição interessada deve solicitá-lo ao Ministério do Esporte, por meio de ofício.
De acordo com o gerente do programa, Dyego Macedo, 7.500 bolas já foram cortadas e pintadas. “Estamos no processo de confecção para depois iniciarmos a fase de costura, já que está exige mais tempo e mão de obra”, informou o gerente.
Jonas Ponciano também é coordenador do Pintando a Liberdade e fala sobre a meta e distribuição das bolas. "O público alvo do material fabricado são crianças, adolescentes e jovens potiguares. Nossa meta é confeccionar mais de 13 mil itens esportivos utilizando a mão de obra dos detentos”.
Mais de 300 reeducandos já passaram pela fábrica. Hoje, 20 apenados estão trabalhando. “Para agilizar o processo, queremos aumentar a quantidade de trabalhadores em equipe de costura. Assim, terão sua atenção direcionada para uma atividade, diminuindo os possíveis conflitos causados pela ociosidade", finaliza Ponciano.
Dia a dia
O trabalho começa às 8h, com pausa para almoço às 11h30. Os reeducandos retornam às 13h e finalizam o expediente às 16h. Após a saída, voltam aos seus pavilhões, os quais são separados dos pavilhões comuns. Quem trabalha nas fábricas de bolas e de cartuchos, na cozinha e na padaria passa a ser alojado em uma unidade somente de trabalhadores. Outro benefício é o salário mensal que cada um recebe e o percentual por bola fabricada. Além disso, existe a remição de pena que, para cada três dias trabalhados, a pena do preso será reduzida em um dia.
Alcaçuz possui mais de 900 presos e 80 deles trabalham na padaria, limpeza, cozinha e manutenção do prédio. De acordo com o diretor da unidade, Cléber Torres, a direção tem planos de ampliar a fábrica de cartuchos e aumentar a quantidade de presos na fábrica de bolas. “Nosso objetivo é aumentar o número de presos envolvidos em atividades e ampliar os projetos de ressocialização dentro da penitenciária para ocuparmos e profissionalizarmos os presos”, enfatizou o diretor.
A Fábrica de Cartuchos possui atualmente três detentos, contudo, mais de dez presos já passaram pelo programa. No local, são reciclados cartuchos e toners, além do conserto dos que chegam à Fábrica com defeitos. Por dia, até duzentos cartuchos são preenchidos.
O projeto é coordenador por Jonas Ponciano, que enfatiza a importância deste trabalho para os apenados. “Para trabalhar na fábrica o preso precisa ter bom comportamento, mas depois que eles começam a produzir notamos outro tipo de mudança no comportamento. A nova ocupação faz com que eles se sintam úteis, colaborando de alguma forma com a sociedade, melhorando assim sua auto-estima”, destaca Ponciano.
Procon Estadual, Centrais do Cidadão, Sistema Penitenciário, Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária (Seara), Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Defensoria Pública são beneficiados com os cartuchos e toners produzidos em Alcaçuz.
Pintando a liberdade
Outro programa desenvolvido em Alcaçuz é o Pintado a liberdade. Uma iniciativa da Sejuc, em parceria com o Ministério do Esporte, o programa tem por objetivo usar mão-de-obra de detentos do regime fechado na confecção de material esportivo, como bolas de futebol de campo e salão, basquete, handebol e vôlei. O projeto foi implantado em 1999.
As bolas produzidas nas penitenciárias, vinculadas ao programa, são distribuídas em órgãos públicos como creches, escolas, ONGs e comunidades. Para receber o material esportivo, a instituição interessada deve solicitá-lo ao Ministério do Esporte, por meio de ofício.
De acordo com o gerente do programa, Dyego Macedo, 7.500 bolas já foram cortadas e pintadas. “Estamos no processo de confecção para depois iniciarmos a fase de costura, já que está exige mais tempo e mão de obra”, informou o gerente.
Jonas Ponciano também é coordenador do Pintando a Liberdade e fala sobre a meta e distribuição das bolas. "O público alvo do material fabricado são crianças, adolescentes e jovens potiguares. Nossa meta é confeccionar mais de 13 mil itens esportivos utilizando a mão de obra dos detentos”.
Mais de 300 reeducandos já passaram pela fábrica. Hoje, 20 apenados estão trabalhando. “Para agilizar o processo, queremos aumentar a quantidade de trabalhadores em equipe de costura. Assim, terão sua atenção direcionada para uma atividade, diminuindo os possíveis conflitos causados pela ociosidade", finaliza Ponciano.
Dia a dia
O trabalho começa às 8h, com pausa para almoço às 11h30. Os reeducandos retornam às 13h e finalizam o expediente às 16h. Após a saída, voltam aos seus pavilhões, os quais são separados dos pavilhões comuns. Quem trabalha nas fábricas de bolas e de cartuchos, na cozinha e na padaria passa a ser alojado em uma unidade somente de trabalhadores. Outro benefício é o salário mensal que cada um recebe e o percentual por bola fabricada. Além disso, existe a remição de pena que, para cada três dias trabalhados, a pena do preso será reduzida em um dia.
Alcaçuz possui mais de 900 presos e 80 deles trabalham na padaria, limpeza, cozinha e manutenção do prédio. De acordo com o diretor da unidade, Cléber Torres, a direção tem planos de ampliar a fábrica de cartuchos e aumentar a quantidade de presos na fábrica de bolas. “Nosso objetivo é aumentar o número de presos envolvidos em atividades e ampliar os projetos de ressocialização dentro da penitenciária para ocuparmos e profissionalizarmos os presos”, enfatizou o diretor.
NOTÍCIAS RELACIONADAS

