08 de fevereiro de 2012, às 04h27min
Suplementação de vitamina A é direito de mães e crianças menores de cinco anos
A Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) faz um alerta à população para que tomem conhecimento de um direito garantido pelo Ministério da Saúde: a suplementação de vitamina A para as mulheres no pós-parto e crianças de seis meses a menores de cinco anos.
O Vitamina A Mais - Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A - é um programa do Ministério da Saúde, com apoio dos Estados, que busca reduzir e erradicar a deficiência nutricional de vitamina A em crianças de seis a cinquenta e nove meses de idade (menores de cinco anos) e mulheres no pós-parto imediato (antes da alta hospitalar), residentes em regiões consideradas de risco.
No Brasil, são consideradas áreas de risco as regiões Norte e Nordeste, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e alguns municípios de São Paulo. Estes estados foram escolhidos por não terem o hábito de consumo de alimentos fontes de vitamina A.
De acordo com Érika Melo, nutricionista da Coordenação de Alimentação e Nutrição da Sesap, os suplementos de vitamina A devem ser oferecidos à criança de 6 em 6 meses e não há contra-indicações.
A vitamina é oferecida em cápsulas de 100.000 UI (Unidades Internacionais) para crianças de 6 a 11 meses de idade e de 200.000 UI para crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade. Essas doses, administradas por via oral, são suficientes para garantir uma boa reserva hepática de Vitamina A, por um período médio de 6 meses, quando, então, a criança deve receber nova suplementação.
Para que as crianças recebam a suplementação, os pais devem procurar as unidades de saúde mais próximas de sua residência portando a caderneta da criança para que seja registrado o controle das doses. “É de extrema importância que os pais tenham sempre a caderneta da criança em mãos para que sejam registradas a data de aplicação e o retorno. Não podemos fazer a suplementação sem a caderneta, já que a superdosagem de vitamina A pode fazer a criança passar mal”, explicou a nutricionista.
As mães recebem a suplementação com cápsulas de 200.000 UI ainda na maternidade, como estratégia para garantir a adequação das reservas corporais maternas. Desta forma, o aporte de Vitamina A, através do leite materno, garantirá um suprimento suficiente da vitamina, entre as crianças menores de 6 meses de idade, que estão sendo amamentadas.
No próximo mês de março, através de uma parceria com o Programa Saúde nas Escolas (PSE) as cápsulas de vitamina A também serão ofertadas às crianças que estudam nas escolas e creches participantes do PSE.
Números
No Rio Grande do Norte, em 2011, um total de 42,39% das mães receberam a suplementação da vitamina A no pós-parto imediato. As crianças de 6 a 11 meses atingiram uma cobertura de 51,49%. Nas crianças de 12 meses a menores de 5 anos, a primeira dose atingiu uma cobertura de 43,49%, entretanto, na segunda dose, após 6 meses, este número cai para apenas 22,78%.
Saiba mais:
Desde 1994 o Ministério da Saúde fornece para as crianças a vitamina A através do Programa Nacional de Controle das Deficiências de Vitamina A, hoje denominado Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Em 2001 o programa foi ampliado para atendimento às puérperas no pós-parto imediato. Todas as idas da criança ao serviço de saúde devem ser aproveitadas para que o profissional de saúde verifique se as doses estão sendo administradas corretamente e regularmente. Também é importante a orientação sobre alimentação saudável e alimentos ricos em vitamina A.
Por que a suplementação de vitamina A é importante?
- Reduz em 23% a mortalidade infantil e em 40% a mortalidade materna;
- Reduz a gravidade das infecções, como a diarréia;
- Mantém a saúde da visão e dos olhos;
- É fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças.
O que é a deficiência da vitamina A?
O corpo não pode fabricar vitamina A, portanto, toda vitamina A que necessitamos deve provir dos alimentos. Contudo o corpo pode armazenar as porções que ingerimos de modo a termos uma reserva quando necessitamos.
A deficiência da vitamina A, também chamada de hipovitaminose A, é responsável por uma série de problemas de saúde:
- O crescimento e o desenvolvimento da criança ficam prejudicados;
- Há uma dificuldade de enxergar no escuro (cegueira noturna);
- Cegueira irreversível nas crianças;
- Aumento da gravidade de infecções comuns;
- Aumento da mortalidade infantil.
Quais alimentos são ricos em vitamina A?
A vitamina A é encontrada quase que exclusivamente em produtos animais, como leite humano, carnes, fígado, óleos de peixe, gema, leite integral; também em vegetais verde-escuros (como espinafre, agrião, brócolis e coentro), legumes amarelos (como jerimum, cenoura e batata-doce), frutas amareladas (como manga, pêssego, pitanga e mamão), além de óleos e frutas oleaginosas (buriti, pupunha, dendê, pequi). A melhor fonte de vitamina A para o lactente é o leite materno.
Como prevenir e tratar a deficiência de vitamina A?
- Incentivar o aleitamento materno;
- Orientar a família para o aumento do consumo de alimentos que contenham vitamina A;
- Administrar doses de vitamina A em crianças e mulheres no pós-parto imediato nas unidades de saúde (Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A);
- Encaminhar os casos que apresentem sintomas da carência para o médico.
O Vitamina A Mais - Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A - é um programa do Ministério da Saúde, com apoio dos Estados, que busca reduzir e erradicar a deficiência nutricional de vitamina A em crianças de seis a cinquenta e nove meses de idade (menores de cinco anos) e mulheres no pós-parto imediato (antes da alta hospitalar), residentes em regiões consideradas de risco.
No Brasil, são consideradas áreas de risco as regiões Norte e Nordeste, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e alguns municípios de São Paulo. Estes estados foram escolhidos por não terem o hábito de consumo de alimentos fontes de vitamina A.
De acordo com Érika Melo, nutricionista da Coordenação de Alimentação e Nutrição da Sesap, os suplementos de vitamina A devem ser oferecidos à criança de 6 em 6 meses e não há contra-indicações.
A vitamina é oferecida em cápsulas de 100.000 UI (Unidades Internacionais) para crianças de 6 a 11 meses de idade e de 200.000 UI para crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade. Essas doses, administradas por via oral, são suficientes para garantir uma boa reserva hepática de Vitamina A, por um período médio de 6 meses, quando, então, a criança deve receber nova suplementação.
Para que as crianças recebam a suplementação, os pais devem procurar as unidades de saúde mais próximas de sua residência portando a caderneta da criança para que seja registrado o controle das doses. “É de extrema importância que os pais tenham sempre a caderneta da criança em mãos para que sejam registradas a data de aplicação e o retorno. Não podemos fazer a suplementação sem a caderneta, já que a superdosagem de vitamina A pode fazer a criança passar mal”, explicou a nutricionista.
As mães recebem a suplementação com cápsulas de 200.000 UI ainda na maternidade, como estratégia para garantir a adequação das reservas corporais maternas. Desta forma, o aporte de Vitamina A, através do leite materno, garantirá um suprimento suficiente da vitamina, entre as crianças menores de 6 meses de idade, que estão sendo amamentadas.
No próximo mês de março, através de uma parceria com o Programa Saúde nas Escolas (PSE) as cápsulas de vitamina A também serão ofertadas às crianças que estudam nas escolas e creches participantes do PSE.
Números
No Rio Grande do Norte, em 2011, um total de 42,39% das mães receberam a suplementação da vitamina A no pós-parto imediato. As crianças de 6 a 11 meses atingiram uma cobertura de 51,49%. Nas crianças de 12 meses a menores de 5 anos, a primeira dose atingiu uma cobertura de 43,49%, entretanto, na segunda dose, após 6 meses, este número cai para apenas 22,78%.
Saiba mais:
Desde 1994 o Ministério da Saúde fornece para as crianças a vitamina A através do Programa Nacional de Controle das Deficiências de Vitamina A, hoje denominado Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Em 2001 o programa foi ampliado para atendimento às puérperas no pós-parto imediato. Todas as idas da criança ao serviço de saúde devem ser aproveitadas para que o profissional de saúde verifique se as doses estão sendo administradas corretamente e regularmente. Também é importante a orientação sobre alimentação saudável e alimentos ricos em vitamina A.
Por que a suplementação de vitamina A é importante?
- Reduz em 23% a mortalidade infantil e em 40% a mortalidade materna;
- Reduz a gravidade das infecções, como a diarréia;
- Mantém a saúde da visão e dos olhos;
- É fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças.
O que é a deficiência da vitamina A?
O corpo não pode fabricar vitamina A, portanto, toda vitamina A que necessitamos deve provir dos alimentos. Contudo o corpo pode armazenar as porções que ingerimos de modo a termos uma reserva quando necessitamos.
A deficiência da vitamina A, também chamada de hipovitaminose A, é responsável por uma série de problemas de saúde:
- O crescimento e o desenvolvimento da criança ficam prejudicados;
- Há uma dificuldade de enxergar no escuro (cegueira noturna);
- Cegueira irreversível nas crianças;
- Aumento da gravidade de infecções comuns;
- Aumento da mortalidade infantil.
Quais alimentos são ricos em vitamina A?
A vitamina A é encontrada quase que exclusivamente em produtos animais, como leite humano, carnes, fígado, óleos de peixe, gema, leite integral; também em vegetais verde-escuros (como espinafre, agrião, brócolis e coentro), legumes amarelos (como jerimum, cenoura e batata-doce), frutas amareladas (como manga, pêssego, pitanga e mamão), além de óleos e frutas oleaginosas (buriti, pupunha, dendê, pequi). A melhor fonte de vitamina A para o lactente é o leite materno.
Como prevenir e tratar a deficiência de vitamina A?
- Incentivar o aleitamento materno;
- Orientar a família para o aumento do consumo de alimentos que contenham vitamina A;
- Administrar doses de vitamina A em crianças e mulheres no pós-parto imediato nas unidades de saúde (Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A);
- Encaminhar os casos que apresentem sintomas da carência para o médico.
